Os Sete Princípios Governamentais da AEP – O que são e por quê?

A Abordagem Educacional por Princípios (anteriormente chamada de Educação por Princípios) é uma metodologia de ensino-aprendizagem reflexiva, que coloca a Verdade da Palavra de Deus no centro das disciplinas educacionais. Fundamentada na soberania de Deus em todas as áreas da vida, essa abordagem conduz o estudante a raciocinar por meio de princípios e a analisar relações de causa e efeito, promovendo uma cosmovisão bíblica ao longo do processo de aprendizado.

Desenvolvida pela FACE, a AEP foi estruturada com base na observação do método colonial histórico de educação, que teve um papel fundamental na formação dos Estados Unidos e de sua república livre.

O que torna a AEP relevante hoje?

A AEP incorpora diversos elementos que contribuem para um processo educacional eficaz, como:

  • A formação de padrões de pensamento e hábitos saudáveis;
  • A ideia de que o coração deve ser alcançado antes da cognição;
  • O papel do professor como um currículo vivo e tutor para diferentes estilos de aprendizagem.

Além disso, sua abordagem clássica valoriza disciplinas como literatura, oratória e retórica, incentivando a pesquisa em fontes primárias, o uso da lógica e a importância das artes no desenvolvimento do pensamento. Esse enfoque a aproxima de metodologias como o Trivium, que tem ganhado destaque nos últimos anos.

Outro ponto relevante é que a AEP reconhece o valor da criança e da família, alinhando-se à tradição cristã que representa a grande maioria da população brasileira. Esse fator reforça seu apelo e relevância no cenário educacional do país.

O papel dos Sete Princípios Governamentais

Para compreender o verdadeiro alcance da AEP, é essencial evitar simplificações ou interpretações equivocadas. Desde que essa abordagem foi introduzida no Brasil, os Sete Princípios se destacaram como um pilar fundamental para sua aplicação. Embora não sejam os únicos princípios bíblicos, eles são essenciais para guiar a vida, o aprendizado e as realizações dos indivíduos.

Hoje, esses princípios são chamados de governamentais porque, quando aplicados ao ensino-aprendizagem, promovem autogoverno, responsabilidade e a construção de uma sociedade mais livre e próspera. Esse conceito se alinha ao próprio lema nacional brasileiro: “Ordem e Progresso”.

Mas o que é um princípio? Diferente de um simples conceito ou premissa, um princípio expressa uma relação de causa e efeito. Por exemplo, “amor” isoladamente não é um princípio, mas “amor como escolha ou obediência” se torna um princípio aplicável. Da mesma forma, os Sete Princípios Governamentais orientam as decisões dentro de uma cosmovisão cristã coerente.

A origem desses princípios remonta a uma ampla pesquisa histórica conduzida pela FACE, que identificou padrões presentes na educação colonial e no pensamento dos patriarcas que elaboraram a Constituição dos EUA. Como a tradição americana foi cristã desde o início, há um claro alinhamento com fundamentos bíblicos.

Além disso, o Dr. Paul Jehle, pastor e estudioso das Escrituras, identificou sete princípios que Deus revelou a Adão no Jardim do Éden. Esses princípios aparecem ao longo de toda a Bíblia e servem como um modelo de pensamento para que o ser humano cumpra o mandato divino, relacionando-se corretamente com Deus e com o próximo.

Diante disso, podemos explorar cada um dos Sete Princípios Governamentais, analisando sua origem histórica, fundamentação teológica e os impactos práticos de sua aplicação. Vamos conhecê-los de forma resumida:

Principio da

Soberania

Principio da

Soberania

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